Brian Jones – Afogamento

“Ele formou a banda. Ele escolheu os membros. Ele deu um nome à banda. Ele escolheu a música que tocávamos. Ele nos conseguiu shows. Muito influente, importante, então lentamente perdeu isso e apenas desperdiçou e jogou tudo fora” – Bill Wyman

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Brian Jones, um gênio perturbado

O melhor exemplo para se começar um blog que mescla guitarristas que morreram jovens e Keith Richards não poderia ser outro: seu ex-companheiro nos Rolling Stones, Brian Jones.

Líder e fundador dos Stones, Jones morreu aos 27 anos, afogado na piscina de sua casa, em Cotchford Farm, quando já havia sido expulso da banda por Mick Jagger, Keith e Charlie Watts, por causar muitos problemas.

Instrumentista talentosíssimo, sabia tocar, além de guitarra: gaita, teclado, trompete, baixo, trombone, cítara, saxofone, bateria, clarinete, banjo, bandolim, oboé, xilofone, flauta,  acordeon, violoncelo e harpa.

The Rolling Stones

Sua primeira banda em Londres se chamava Roosters, e quem assumiu o seu lugar quando ele saiu dela, em 1962, foi ninguém menos do que Eric Clapton, guitarrista que posteriormente seria considerado um dos melhores de todos os tempos.

Após isso, Jones passou a procurar integrantes para sua nova banda, ainda sem nome. O primeiro a se juntar a ele foi o tecladista Ian Stewart (que logo se tornou roadie e colaborava nas gravações de estúdio apenas), seguido pelos amigos de infância Mick Jagger e Keith Richards.

Então ele chamou a banda de “Rollin’ Stones” (sem o g) porque, sem saber que nome dá-la ao ser questionado, leu a primeira coisa que viu: o álbum The Best of Muddy Waters, cuja primeira música se chamava “Rollin’ Stone Blues”.

Bill Wyman passou a tocar baixo com eles só porque era o único que tinha um amplificador e cigarros, enquanto que Charlie Watts assumiu a bateria.

Os Stones originais

Os Stones originais

Declínio e fim

Avançamos então para 1967, quando ele começou a se desentender com os outros membros da banda por causa de seu ego, além de ter sido preso por porte de maconha, cocaína e metanfetaminas em seu apartamento. No mesmo ano, sua namorada, Anita Pallemberg, o trocou por Richards, o que fez com que seu consumo de drogas aumentasse cada vez mais.

Após ser detido pela segunda vez por posse de drogas em 1968, o júri (que o declarou culpado mas o sentenciou ao pagamento de uma multa ao invés de ficar preso), declarou que ele “não entrasse em problemas novamente, ou as coisas iam ficam sérias”.

Em 1969, o ambiente entre ele e os demais Stones só foi se deteriorando mais e mais, o que culminou em sua expulsão da banda; sua saúde estava tão mal que ele não conseguia mais tocar da mesma forma de antes. Há relatos de que quando tentava tocar gaita, um de seus instrumentos favoritos, começou a sangrar pela boca.

Um mês depois de sair da sua banda, Jones morreu. Imediatamente começaram os boatos de que ele teria sido assassinado – o mais famoso deles, de que o FBI seria o responsável por sua morte, juntamente com outros músicos famosos que morreram aos 27 anos.

O grande legado de Brian Jones? Ter sido o mentor e fundador de uma das maiores bandas de Rock and Roll de todos os tempos, que já está há 50 anos tocando, os Rolling Stones.

A clássica guitarra que Jones tocava

A clássica guitarra que Jones tocava

Jones tocava tanto a guitarra rítmica quanto a solo:

Aqui, ele tocando piano:

E, por fim, a gaita:

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